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  Depois de um tempo, finalmente um ano!

  Estava completando um ano da minha vida, meus pais animados, decidiram chamar Arthur, Zoe e seus pais para comemorar minha nova conquista!

  Minha família andava alarmada para fazer a melhor comemora??o, queriam que fosse memorável e divertida pra mim.

  Minha vó corria pra um lado, minha m?e pro outro, meu pai estava escolhendo a melhor katana da cole??o, para se achar pros convidados, enquanto meu av? estava meditando.

  Meu pai corria na minha dire??o enquanto me levantava e falava animado —Meu filho, hoje é o grande dia!— ele queria que eu desenvolvesse for?a pra levantar uma espada, e acreditava que hoje era esse dia, ele me p?e no ch?o logo depois, se aproxima de mim e diz —Você vai ser igual o papai, as meninas v?o pirar— e de retorno, minha m?e acerta uma panelada levemente na cabe?a dele, o repreendendo por falar coisas sem sentido pra uma crian?a, eles discutem mas logo voltam a organiza??o da festa.

  —Sauda??es, estamos atrapalhando algo?

  Dizia o pai de Arthur que tinha chegado um tempo depois, nos saudava com sua voz grossa que ecoava pela casa, rapidamente minha família os cumprimenta, ele vem até mim, me pega com uma m?o, como se eu fosse um boneco de feno.

  —Olha como ele cresceu! Haha

  Fui levantado como nada, embora pequeno, eu parecia uma pena, sua esposa, m?e de Arthur, logo falou para ter cuidado, um aperto daquele homem e eu podia ser dividido em milh?es de fragmentos.

  —Cuidado meu bem, ele é só um bebê!

  Falou ela, enquanto me tomava. Eu naquele momento dividia o colo com Arthur, e de aniversário, recebi a clássica encarada que ele me deu no dia que o conheci, era bom ver ele

  —Ah que festa animada!

  Dessa vez quem disse foi a m?e de Zoe, que chegava com sua roupa simples e com a garota nos bra?os, ela andou até mim e beijou minha cabe?a, sua filha desceu logo de seus bra?os e pulou em cima de mim, mesmo Zoe tendo um ano igual a mim, já andava melhor e até soltava ruídos pronta pra falar, era mais desenvolvida que eu, por que n?o recebe uma festa também?

  Depois dos cumprimentos, nossos pais foram conversar entre eles, enquanto eu, Zoe e Arthur ficamos brincando de pega pega, eu e Arthur sempre trope?amos, Zoe fazia o nosso andar ser uma vergonha comparada a ela, o maldito talento sempre presente.

  —Olha, parece que eles já criaram uma rivalidade!

  Falou meu pai, enquanto se aproximava com uma katana do seu arsenal, uma espada com uma lamina azulada, com o cabo cinza. Ele se abaixou e estendeu a Katana até mim —Seu maluco oque esta fazendo?!— disse minha m?e, irada com a ideia —Ele n?o tem no??o nenhuma né?— disse meu av?, indignado e rindo rasamente, enquanto tomava a arma.

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  —Qual o problema?

  Perguntou meu pai

  —Você ainda pergunta, Sato?

  Respondeu o pai de Arthur, também um pouco indignado com a ideia insana, o mesmo recebeu bronca de todos, mas eu instintivamente levantei minhas pequenas m?os em dire??o a Arma, todos ficaram de boca aberta pela minha a??o.

  —Meu filho, o que esta fazendo?

  Perguntou minha m?e, horrorizada.

  —Eu disse que é uma boa ideia!

  Respondeu meu pai orgulhoso, ele colocou a espada nas minhas m?os e minha m?e olhava aterrorizada, mas quando a lamina foi solta, eu fui ao ch?o.

  Meu av? logo veio e tirou-a da minha m?o e disse com sua voz calma:

  —Essa é pesada demais pra ele

  Meu pai ficou decepcionado.

  —Respeite o ciclo humano, você está apressado demais, Sato!

  Falou meu av?, dando bronca nele, e logo veio minha m?e e se afastou com a Katana.

  —Deem uma de madeira pro garoto, talvez esse ele aguente.

  Anunciou o pai de Arthur a idea, meu pai rapidamente foi correndo e voltou com a katana de madeira.

  —Você n?o desiste né, Sato

  Falou minha vó, cruzando os bra?os e sorrindo, logo segurei a lamina, eu n?o era forte ent?o n?o tinha muito equilíbrio, mas conseguia levantar a espada. Meu pai comemorou feliz, n?o era uma arma de verdade, mas era um belo come?o nessa jornada, minha m?e, obviamente n?o se alegrou nada com disso, ela percebeu que n?o ia conseguir convencê-lo, e aceitou a arma de madeira, rapidamente tentei desferir algum golpe, mas cai pela falta da for?a.

  Zoe e Arthur se inspiraram, e me ajudaram a ergue-la, mas por um trope?o, caímos todos. Nossos pais riram e depois nos ajudaram a levantar e aproveitamos o resto da "festa".

  Quando a tarde chegou, todos foram embora, ficando eu e meus pais no quintal, meus avós arrumavam a bagun?a causada. Meu pai mostrava orgulhoso seus golpes de espada, ele acreditava que eu ia replicar todos a qualquer momento.

  Mesmo sendo incapaz, eu assistia sentado na areia com meu presente de madeira.

  Minha m?e se aproximou de mim, abaixou-se atrás de mim e me abra?ou, me oferecendo abrigo, meu pai queria que eu fosse forte, mas ela queria apenas me proteger, era perceptível o semblante triste dela olhando a arma na minha m?o. Ela só queria que eu estivesse seguro, e me dizia no seu semblante desanimado:

  —Escute meu pequeno, o caminho da espada é complicado, nessa jornada o sol n?o nasce pra todos... Eu só quero que você tenha uma vida tranquila e segura, meu pequeno Akira...

  Logo meu pai se aproximou e disse com sua katana apoiada nas costas:

  —Você quer dar li??o de moral pra um garoto de um ano?

  Logo ela se enfureceu e respondeu:

  —E você quer da uma espada pra ele!

  Depois come?aram a discutir, eu observava sem entender nada, mas sabia que algo ruim estava acontecendo ali. Eu me levantei com dificuldade por estar segurando a katana.

  —Mam?, Papa...

  Logo eles se viraram e ficaram em silêncio, me olhando com incredulidade, ainda processando o cenário, como se estivessem decidido se aquilo era real ou n?o.

  —Mam?... Papa...

  Ergui a espada na dire??o deles com uma chama nos meus olhos, e sorrindo confiante. Eu n?o disse, mas era perceptível que eu queria cortar a briga com minha espada de madeira... Eles perceberam, meu pai soltou sua arma, e minha m?e correu, e me abra?ou, dizendo com sua voz chorosa:

  —Ele... Ele falou!

  Meu pai se juntou ao abra?o, eles me seguraram e me abra?aram como uma família de verdade, se desculparam, e ficamos ali por um tempo.

  Quando eu estava sendo posto pra dormir, meu pai veio e disse baixo, orgulhoso e meio triste:

  —Meu filho, eu quero que você seja mais do que eu fui na minha vida, vou te treinar n?o para entrar em guerra, mas para poder defender a si próprio e as pessoas que você ama

  Tocou na minha cabe?a, disse que me amava, me desejou boa noite e saiu... O dia foi cheio de novidades, e meu percurso na espada estava come?ando bem ali.

  No dia seguinte eu me levantei, e arrastava minha arma de madeira pela casa, logo cheguei no sal?o de medita??o do meu av? e via uma cena nova, ele estava apenas com a cal?a do kimono, sem a camisa. Seu corpo envelhecido era coberto por músculos, n?o t?o grandes mas bem surpreendentes para a idade, ele rodava, pulava e fazia movimentos com o bra?o, como se estivesse dan?ando...

  —Bom dia, meu neto!

  Ele disse sorrindo, com um olhar orgulhoso enquanto se abaixava na minha frente, eu tentei dan?ar igual a ele, mas cai sentado, ele riu e acariciou minha cabe?a... Parece que o destino da espada finalmente escolheu meu primeiro mestre.

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