Objetivo definido, correr. Bem na teoria era só eu fazer o que já fa?o, só que rápido... Mas ninguém me disse que seria t?o difícil!
Nas primeiras tentativas, só de querer acelerar eu perdia o equilíbrio, tentando várias vezes, eu n?o pude encontrar o que estava fazendo errado,
Pelo menos por enquanto...
Quando eu disparava, escorregava e falhava, depois de pensar por um tempo, usei a teoria da postura específica e regulei minha for?a, pude acelerar levemente, mas quando aumentava o ritmo que vinha meus trope?os, vamo com calma.
Ent?o fui treinando aos poucos, acelerando aos poucos também, as vezes trope?ando, mas conseguindo evoluir progressivamente, sei que em algum momento eu chegarei lá, ent?o calma... Calma!
Uma semana se passou com meu treino de corrida, n?o pude melhorar muito, mas pude acelerar com mais for?a, ainda n?o tinha o nível para correr com todas as for?as, mas já me era possível correr... Finalmente!
Fui até meu av? e mostrei para ele, e também disse gesticulando que n?o conseguia ir com tudo.
—Entendo meu neto, ent?o vamos focar nas esquivas, isso é ótimo pra um samurai. Come?aremos daí.
Concordei, e ele pegou minha katana de madeira e me disse:
—Esquivar n?o é fácil, se fazer errado, pode cair, e qualquer movimento errado em um combate pode ser fatal, vamos vagar.
Após isso, ele me atacou lentamente enquanto eu desviava, eu me desestabilizava, mas cair era inadmissível naquele ponto...
Conforme ele me atacava, aumentava a velocidade de seus movimentos, n?o era muito, mas notável para mim, que desviava, ficava um pouco tempo, pois eu n?o tinha resistência para fazer muitas repeti??es.
—Já está bom, descanse agora e vamos continuar depois.
Concordei, e eu joguei no ch?o, observei o teto enquanto ofegante e suando, descansava esperando a recupera??o e a continua??o do treino, e me perguntava o que aconteceu com Zoe, já que naquela semana, ela também n?o compareceu... Eu n?o podia me preocupar muito com aquilo, sei que está bem!
—Vamos continuar?
Meu av? voltou depois de alguns minutos, e come?amos a treinar novamente, ficamos o dia ali, treinando e descansando, sempre no ritmo que me era possível, embora seja irritante minha falta de resistência nesse corpo pequeno.
No fim da tarde, quando o sol caiu, meu av? me disse que estava bom para aquele dia, enquanto eu me jogava novamente no ch?o, cansado... Muito cansado...
Ele estava orgulhoso de mim, eu estava feliz pela minha evolu??o lenta, eu n?o sou um prodígio, mas eu sei que posso chegar onde quero ser treinado.
Enquanto eu me recuperava com meu av? na sala de medita??o, pude ouvir através da porta minha m?e com uma voz meio preocupada falando pra minha vó:
—Parece que a Zoe piorou da doen?a dela
Disse depois minha avó:
—N?o se preocupe, eu vou comprar um remédio e levar para ela, deve ser só uma gripezinha!
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Pude ver a silhueta da minha m?e concordando, depois olhei pro meu velho, curioso.
—N?o se preocupe, está tudo bem, ela vai tomar o remédio e ficará melhor, uma queixa é só um incomodo banal
Depois recebi, ent?o n?o me preocupei com nada, me dirigi ao meu quarto para descansar, aguardando ansiosamente pelo próximo dia de treino!
E passamos aqueles dias praticando, mais três dias se passaram, estávamos no treino, meus desvios estavam ficando mais sólidas aos poucos, meu v? percebia e aumentava o ritmo até minha falha, logo cai ofegante e cansado, ele se aproximou de mim e me perguntava:
—Akira, por que quer seguir o caminho da espada?
Me surpreendi com a pergunta, me sentei e apontei para ele, para a espada e logo depois pra dire??o onde meu pai treinava.
—Você quer nos superar?
Fiz uma cara confusa e disse que n?o, ent?o fiquei ao seu lado, fazendo um gesto de segurando a espada, e sorrindo.
—Você quer lutar do nosso lado?
Meus olhos se iluminaram e eu ri animado, eu queria isso, queria participar do mundo deles.
—Você n?o tem desejo de ser o mais forte?
Fiz uma cara de desgosto, por que eu precisaria ser aquilo? N?o! Eu só quero ficar com eles, meu av? riu.
—Você é diferente, a maioria dos espadachins querem ser o mais forte, para ter poder, mulheres, fama ou dinheiro. O caminho da espada oferece o topo do mundo.
Novamente fiz uma cara de desgosto, eu n?o queria o topo, só acompanhar eles nos treinos, lutar de vez em quando, ajudá-los com meu poder futuro. Cruzei os bra?os e ascenava com a cabe?a, sem nunca ter passado pela minha cabe?a a idea de "ser o mais forte".
—Você me surpreende, Akira. é meu orgulho, mesmo sem nem conseguir erguer uma arma haha!
Depois acariciou minha cabe?a, por que querer o topo? Prefiro estar com minha família, só isso.
—Vem, vamos voltar para o treino!
Ouvi claramente, e voltamos. Os movimentos do meu av? sempre eram os mesmos e ritmados, eu me empolgava por ver minha progress?o lenta, o tempo foi se passando assim, até que um dia quando acordei, fui surpreendido por algo que eu n?o esperava...
—UAU!
Berrei, e minha m?e veio correndo até mim, desesperada e assustada:
—Akira, tudo bem?!
Ela se ajoelhou do meu lado, e sentimos a brisa fria, me perguntou oque aconteceu, e apontei para o quintal... Logo ela se surpreendeu e gritou:
—Neve?!
Estava nevando, surpreendentemente o clima acordou com o pé esquerdo, o frio tranquilo que sentíamos virou aquela vis?o branca, ela me abra?ou e me agasalhou rapido. Mas quando eu olhava pra minha avó, via desespero nos olhos ao ver a tempestade de neve, terrível e fria...
O pavor dela acompanhava o semblante triste da minha m?e, eu me perguntava oque estava acontecendo, depois de me agasalhar, ambas foram para cozinha, enquanto meu av? se aproximava.
—O clima é bem imprevisível, quando estamos acostumados com o céu azul, o clima nublado nos surpreende... N?o vamos treinar hoje, se agasalhe para n?o ficar doente.
Após isso, saiu, eu sentia que ele queria me ensinar algo, mas acabei n?o entendendo.
Eu andei com um cobertor feito de pele de urso, era bem grande e grosso, eu parecia um bloco de palha com aquilo, quando andei pelo corredor, fiquei próximo a porta da cozinha, onde minha avó e minha m?e discutiam desesperadas:
—E agora o que faremos?!
Perguntou minha m?e, desesperada. Depois veio minha avó, também desesperada:
—Precisamos levar o remédio para a Zoe, mas n?o dá pra passar essa neve com os cavalos, e ela está mal. Esse remédio é a única coisa que pode ajudar ela!
Derrubei meu cobertor e entendi o desespero de ambas, abri a porta assustado e pálido com a notícia, parece que a doen?a dela n?o era só uma gripe, vi o frasco de remédio na mesa, parecia ser caro e raro, ela precisava daquilo.
—Akira!
Disse minha m?e, desviando o olhar para mim, e sem pensar duas vezes, peguei aquele frasco, e corri em dire??o a casa de Zoe.
—Ei volta aqui!
Gritou minha avó, logo depois dela ordenar para meu v? no corredor me segurar.
—Ei, parado ai!
Enquanto corria em dire??o a ele, vi que n?o poderia despista-lo, o mesmo já conhecia minhas esquivas, e no momento de tens?o eu entendi oque ele quis dizer sobre o clima...
Passei em baixo das pernas deslizando, e apontei pra tempestade, dizendo que ele estava acostumado demais com "o céu azul" vindo de mim.
Sai pela varanda e comecei a correr na neve, como eu era pequeno, n?o era fácil me ver na tempestade, eu afundei varias vezes nos montes brancos, meus cabelos já estavam claros da neve que caía fortemente, ir contra aquele vento forte e frio era difícil, mas minha amiga estava precisando do frasco em minhas m?os, eu quando corria velocidade máxima, caía, ent?o eu antes de cair me impulsionava pra cima com a m?o livre que eu tinha, para voltar a posi??o inicial e ir a toda velocidade.
Era cansativo, minha resistência acabava logo, mas alguém precisava de mim, e era a garota doce e gentil, que chorava com qualquer tombo meu, que me carrego quando n?o podia andar, que foi minha companhia no treino... Eu vou passar essa neve e chegar na casa dela, mesmo que congele!
Alguns minutos correndo, já era difícil respirar, andar, pensar e enxergar. Tudo era difícil, mas pude avistar a casa de Zoe, me aguardando a poucos metros... Mas eu cai esgotado, antes de chegar, eu vou cair aqui? A tempestade apertava, t?o perto mas t?o longe, minhas pernas n?o corriam mais... Levanta!
Minha vontade ardia, mas meu limite era aquele, se n?o tem pernas... Vou engatinhando!
E foi oque fiz, me arrastei até a casa dela, com minhas m?os amarelas pelo frio intenso, abri a porta e cai com tudo.
—O que? Akira é você?!
Falou a m?e de Zoe, assustada, surpresa, e em choque, ela correu até mim, mas eu entreguei o fracos e apontei pra dentro da casa, onde a Zoe estava, ela me pegou nos bra?os e foi até o quarto onde minha amiga estava.
Depois me falou com a voz chorosa:
—Obrigada, você é nosso herói!
Após isso, me levou onde Zoe descansava, ela estava vermelha de febre, algumas manchas no corpo, cansada e ofegante.
A m?e me colocou numa cama próxima, delicadamente e me cobriu, depois deu o remédio para a garota, pude perceber que sua pele vermelha reduziu logo, junto com sua respira??o pesada.
A m?e correu até mim novamente, tirou minhas roupas congeladas e me vestiu com um pijama feito com l?, me cobriu novamente e beijou minha testa, agradecendo de todo cora??o, enquanto sorria e chorava. Ela me mandou descansar, e eu sem pensar duas vezes, dormi.
Quando acordei, estava no dia seguinte no colo da m?e de Zoe, eu estava segurado delicadamente, sentado em uma poltrona de couro, eu estava totalmente agasalhado em frente a uma lareira. Me saudou ela com sua bela voz empática:
—Bom dia herói, dormiu bem?
Um bom dia acompanhado de um sorriso, e depois veio Zoe com seu sorriso de sempre, subindo em cima de mim, ela me disse com sua voz fofa e animada:
—Bo dia!
Era fofo seu jeito errado de falar, pude ver que n?o estava t?o mais doente, estava energético como sempre, o colapso que bateu em meu peito foi esmagador... Que bom!

